A presença de Romeu Zema no cortejo do 2 de Julho, em Salvador, colocou a disputa nacional dentro de uma das datas mais simbólicas da Bahia. O governador de Minas Gerais, pré-candidato à Presidência pelo Novo, confirmou apoio a ACM Neto na corrida pelo governo baiano, segundo o G1 e outros veículos locais.

Zema já havia sido anunciado como presença no desfile, mas a participação ganhou peso político quando ele vinculou sua passagem pela capital baiana à construção de uma frente contra o PT. A declaração amplia o alcance do evento, que tradicionalmente mistura celebração cívica, rua, memória histórica e recados eleitorais.

Para ACM Neto, o apoio de Zema reforça a tentativa de nacionalizar parte do debate estadual sem perder o discurso de palanque plural. O ex-prefeito de Salvador tem buscado reunir diferentes correntes de oposição ao governo Jerônimo Rodrigues e ao grupo petista na Bahia.

A presença do governador mineiro também serviu como teste de recepção no Nordeste. Zema tenta reduzir resistências regionais e apresentar sua agenda de gestão, liberdade econômica e crítica ao governo federal a um eleitorado historicamente mais difícil para candidaturas de direita.

O 2 de Julho, porém, não é um palanque comum. A data carrega forte identidade baiana e costuma cobrar dos políticos capacidade de caminhar na rua, ouvir manifestações e respeitar símbolos populares. Por isso, cada gesto no cortejo ganha leitura eleitoral e cultural.

A passagem de Zema por Salvador deixa claro que a disputa de 2026 já começou a ocupar eventos de massa na Bahia. O cortejo terminou funcionando como vitrine para alianças, divergências e estratégias que devem se repetir nos próximos meses.