A Câmara dos Deputados aprovou, no plenário, a PEC que põe fim ao modelo de trabalho conhecido como escala 6x1. A votação terminou com placar amplo: 472 votos favoráveis e 22 contrários.
A proposta ganhou força nacional por tratar de uma rotina que atinge milhões de trabalhadores, especialmente no comércio, serviços, alimentação, segurança privada e atendimento ao público. O texto reduz a jornada semanal e estabelece duas folgas remuneradas por semana.
Mesmo com a aprovação na Câmara, a mudança ainda precisa cumprir as próximas etapas legislativas antes de virar regra definitiva. Por se tratar de uma alteração constitucional, o texto depende de tramitação completa no Congresso e ainda será analisado pelo Senado.
O debate colocou em lados diferentes trabalhadores, centrais sindicais, empresários e parlamentares. Defensores da PEC afirmam que a escala 6x1 compromete descanso, convívio familiar, saúde mental e qualidade de vida. Setores produtivos, por outro lado, cobram transição organizada para evitar impacto em pequenas empresas e serviços que funcionam todos os dias.
A aprovação por margem expressiva indica força política do tema e aumenta a pressão para que o Senado dê andamento à proposta. A tendência é que a discussão agora se concentre nos detalhes de aplicação, no prazo de adaptação e nos setores que dependem de escala contínua.
Para o trabalhador, a promessa é de uma rotina com mais equilíbrio. Para empresas, o desafio será reorganizar equipes e custos. O ponto central, daqui para frente, será transformar a decisão política em regra clara, viável e fiscalizável.
A votação também colocou o assunto no centro da agenda social do país. A pauta ultrapassou a disputa partidária e passou a ser tratada como uma das principais mudanças trabalhistas em debate no Congresso.