Uma mulher de 45 anos foi presa preventivamente pela Polícia Civil da Bahia na manhã desta segunda-feira (6), no bairro da Pituba, em Salvador. Ela é investigada por racismo religioso e dano qualificado em um ataque contra um terreiro de candomblé em Cajazeiras XI.

A ação também cumpriu mandado de busca e apreensão. Dois celulares, um notebook e agendas foram recolhidos e devem passar por perícia para auxiliar no avanço da apuração. A suspeita ficou à disposição do Poder Judiciário após os procedimentos legais.

O terreiro atingido foi o Nzo Mutá Lombô Ye Kayongo Toma Kwiza, com atuação de mais de três décadas na comunidade. Na época do ataque, a fachada, o portão, o interfone e a caixa de correio foram pichados com tinta vermelha e frases ofensivas.

A investigação é conduzida pela Delegacia Especializada de Combate ao Racismo e à Intolerância Religiosa. Segundo a Polícia Civil, imagens de videomonitoramento e outros elementos reunidos deram base ao pedido das medidas judiciais.

O caso reforça a necessidade de resposta firme a ataques contra espaços religiosos. A liberdade de crença é garantia constitucional, e crimes de intolerância atingem não apenas a vítima direta, mas toda a convivência comunitária.