O Ministério do Trabalho e Emprego recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho entre 28 e 30 de outubro, os três primeiros dias de funcionamento de um canal específico para esse tipo de relato. Os registros foram feitos em diferentes regiões do país e estão sob análise da Auditoria Fiscal do Trabalho.

Segundo o balanço divulgado pelo ministério, o Sudeste concentrou 2.087 denúncias, ou 48,5% do total. São Paulo registrou 1.325 casos, seguido por Rio de Janeiro, com 354, e Minas Gerais, com 345.

O MTE informou que já realiza fiscalizações para verificar as situações relatadas e que definirá as providências conforme cada apuração. A abertura de uma denúncia, por si só, não comprova que houve assédio eleitoral.

Assédio eleitoral no trabalho envolve constrangimento, ameaça ou discriminação relacionados à escolha política de trabalhadoras e trabalhadores. O ministério mantém um canal próprio para receber relatos e também indica o serviço do Ministério Público do Trabalho.