O Ministério Público da Bahia cobrou resposta urgente do Inema sobre pendências relacionadas ao licenciamento ambiental da Ponte Salvador-Itaparica e de intervenções associadas ao empreendimento.
A promotoria deu prazo de cinco dias corridos para que o órgão ambiental responda às requisições pendentes. O despacho também alerta que respostas genéricas, incompletas ou meramente formais podem ser tratadas como recusa injustificada.
O ponto central é a preocupação com o avanço de etapas preparatórias da obra sem que todos os questionamentos ambientais, urbanísticos, históricos e culturais estejam devidamente esclarecidos. O projeto tem impacto direto na Baía de Todos-os-Santos e em comunidades tradicionais.
Entre os pontos observados estão canteiros, materiais estruturais, mobilização de equipamentos e o calendário anunciado para início efetivo das obras. Para o MP, a velocidade administrativa não pode atropelar a análise técnica.
A ponte é apresentada pelo governo como uma das maiores obras de mobilidade da Bahia. Justamente por isso, a cobrança por segurança jurídica e ambiental tende a crescer, já que qualquer falha no licenciamento pode gerar atraso, judicialização e custo maior ao contribuinte.