O Ministério Público da Bahia abriu investigação sobre cachês de artistas contratados para festas de São João em municípios baianos. A apuração mira apresentações com valores de R$ 1 milhão ou mais e busca verificar se os contratos seguiram critérios de legalidade, transparência e interesse público.

O São João movimenta a economia do interior, gera renda para comerciantes, ambulantes, músicos, hotéis e transporte. Ao mesmo tempo, quando há dinheiro público envolvido, a população tem direito de saber quanto foi pago, por que determinado artista foi escolhido e se a contratação cabe no orçamento municipal.

A investigação não significa condenação antecipada. O objetivo é reunir documentos, comparar valores, avaliar justificativas e identificar eventuais distorções em contratações feitas por prefeituras.

A discussão é necessária. Valorizar a cultura popular não pode ser pretexto para gasto sem controle. Festa forte e tradicional precisa andar junto com prestação de contas, responsabilidade fiscal e respeito ao dinheiro do contribuinte.