As plataformas iFood e Keeta podem receber multa milionária se não ampliarem a transparência sobre regras aplicadas a entregadores. A cobrança envolve critérios de bloqueio, distribuição de pedidos, pontuação e funcionamento dos sistemas usados para organizar o trabalho nas ruas.
O tema interessa diretamente a milhares de trabalhadores que dependem dos aplicativos para obter renda. A falta de clareza sobre punições, acesso a corridas e mudanças de regra costuma gerar insegurança para quem trabalha diariamente em motos, bicicletas e carros.
A cobrança também reacende o debate sobre responsabilidade das plataformas digitais. Embora as empresas defendam modelos flexíveis, entregadores cobram previsibilidade, direito de contestação e informação clara sobre decisões automatizadas.
A discussão tem impacto econômico e social porque o setor de entregas se tornou parte essencial da rotina urbana. Em cidades como Salvador, a categoria movimenta restaurantes, mercados e pequenos negócios, mas ainda convive com instabilidade e pouca proteção.
Caso as empresas não atendam às exigências, poderão ser responsabilizadas administrativamente. A tendência é que o tema continue no centro da agenda de regulação do trabalho por aplicativo.