A rede Drogasil foi condenada a pagar R$ 10 milhões em ação relacionada à exigência de CPF para concessão de descontos. A decisão reacende o debate sobre proteção de dados pessoais no comércio.

O CPF se tornou uma informação rotineira em farmácias, supermercados e programas de fidelidade. A discussão central é se o consumidor compreende como esses dados são usados e se existe consentimento real para coleta e tratamento.

Em tempos de vazamentos e uso comercial de informações, a proteção de dados deixou de ser assunto técnico. É direito básico do cidadão saber por que uma empresa pede seus dados e o que fará com eles.

A condenação sinaliza que desconto não pode virar porta de entrada para coleta excessiva. O varejo precisa oferecer transparência, segurança e opção clara ao consumidor.