O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, determinou o bloqueio de até R$ 6 milhões do ex-deputado federal Eduardo Cunha. A medida foi tomada no âmbito de uma investigação sobre possível interferência irregular na indicação e no remanejamento de emendas parlamentares.
A decisão, datada de 6 de julho e divulgada neste domingo (12), atende a uma representação da Polícia Federal. A apuração é um desdobramento da Operação Transparência, iniciada no fim do ano passado.
Segundo os elementos apresentados pela PF, mensagens e dados extraídos de um aparelho indicariam a existência de um circuito paralelo de decisões sobre verbas públicas. Os investigadores identificaram ao menos 21 emendas, que somariam cerca de R$ 6,15 milhões.
O bloqueio é uma medida cautelar destinada a preservar valores enquanto a investigação avança. Ele não representa condenação, e as conclusões dependerão da análise das provas, da manifestação das defesas e das decisões judiciais posteriores.
O caso reforça a necessidade de transparência na autoria, no destino e na execução das emendas. Recursos públicos devem seguir controles claros e ser rastreáveis do orçamento até a entrega final à população.