O deputado estadual Binho Galinha, do Avante, foi condenado a 36 anos e 9 meses de prisão no âmbito da Operação El Patrón. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (9) pela Vara Criminal de Feira de Santana e também atingiu outros quatro réus investigados por crimes ligados ao Estatuto do Desarmamento.

Na sentença, o parlamentar, identificado no processo como Kléber Cristian Escolano de Almeida, recebeu 26 anos e 3 meses de reclusão por crimes relacionados a posse e porte de armas de uso restrito e adulteradas. Outros 10 anos e 6 meses foram aplicados por posse de armas de uso permitido.

A decisão ainda fixou pagamento de 210 dias-multa, determinou regime inicial fechado e decretou a prisão preventiva do deputado, o que impede recurso em liberdade nesta etapa. Como toda decisão judicial, o caso ainda pode ter desdobramentos nas instâncias competentes.

A condenação tem forte impacto político por envolver um mandato estadual e uma investigação de grande repercussão em Feira de Santana. O episódio também deve pressionar o debate interno na Assembleia Legislativa sobre medidas regimentais diante da situação do parlamentar.

Apesar da gravidade da sentença, a cobertura exige cautela: responsabilização criminal deve seguir os autos, o direito de defesa e o acompanhamento formal do Judiciário. Para o eleitor, o ponto central é transparência sobre os próximos passos institucionais e cumprimento das decisões legais.