O deputado federal Bacelar (PV) saiu em defesa da formação governista que reúne Jerônimo Rodrigues na disputa pela reeleição e Jaques Wagner e Rui Costa como nomes para o Senado. A composição é tratada por aliados como uma chapa de alta densidade eleitoral dentro do campo político que governa a Bahia.

A avaliação do parlamentar é que o arranjo preserva a identidade do grupo e combina três lideranças com histórico de comando no estado. Jerônimo ocupa o governo, Wagner foi governador por dois mandatos e Rui também comandou o Executivo baiano antes de assumir projeção nacional.

Bacelar argumenta que a força da chapa está na presença municipal. O grupo governista afirma contar com apoio de grande número de prefeitos, fator considerado decisivo em uma eleição estadual marcada por disputa territorial, articulação no interior e capacidade de mobilização local.

A composição também busca organizar o discurso de continuidade administrativa. A ideia é apresentar os governos do grupo como uma sequência de projetos em infraestrutura, serviços públicos, obras e relação com municípios, tentando reduzir espaço para a oposição questionar a capacidade de entrega.

No Legislativo, o deputado aponta crescimento das bancadas estadual e federal ligadas ao campo governista desde a eleição anterior. Essa estrutura é vista como apoio político para campanha, defesa do governo e construção de alianças regionais.

A chapa, no entanto, também concentra riscos. Ao reunir nomes do mesmo campo partidário, a estratégia aposta na força interna do grupo, mas pode ampliar cobranças por espaço entre partidos aliados. A acomodação de interesses regionais e partidários será uma das tarefas mais sensíveis até o período eleitoral.

A movimentação mostra que a sucessão estadual entrou em fase de organização mais clara. Enquanto a oposição tenta consolidar palanques e alianças, o bloco governista trabalha para apresentar unidade, capilaridade e continuidade como pilares da campanha de 2026.