O Sistema Único de Saúde iniciou em julho a ampliação nacional do uso da insulina glargina, medicamento de ação prolongada que, para a maioria dos pacientes, permite uma aplicação por dia. A mudança será feita de forma gradual e acompanhada por estados e municípios.
Nesta etapa, a estratégia prioriza crianças e adolescentes de 2 a 17 anos com diabetes tipo 1 e pessoas com 70 anos ou mais que convivem com diabetes dos tipos 1 ou 2. A previsão é ampliar o público depois que os grupos iniciais estiverem atendidos.
A glargina pode oferecer cobertura de até 24 horas, menor oscilação da glicose e redução do risco de hipoglicemia, especialmente à noite. Diferentemente da insulina NPH, o medicamento não exige agitação antes da aplicação.
A implantação nacional foi precedida por um projeto-piloto no Amapá, Distrito Federal, Paraíba e Paraná. A experiência permitiu testar fluxos de distribuição, dispensação e acompanhamento clínico antes da expansão para todo o país.
A transição integra uma parceria para produção nacional da insulina. Pacientes não devem alterar doses ou trocar o medicamento por conta própria; a orientação individual deve ser feita pela equipe de saúde responsável pelo acompanhamento.