A decisão do Superior Tribunal de Justiça que autorizou a Operação Tomada de Contas permitiu à Polícia Federal analisar imagens de câmeras e registros de entrada e saída do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT). O mandado também abrange documentos de contratos, orçamento, folha de pagamento e sistemas de autorização de despesas.
A ordem assinada pelo ministro Og Fernandes autorizou a apreensão de dinheiro em espécie acima de R$ 10 mil, além de celulares, computadores e outros dispositivos que possam guardar dados relacionados à investigação. A PF também pode preservar e analisar registros digitais, respeitadas as garantias legais.
As buscas alcançaram gabinetes e setores administrativos do tribunal. A inclusão de espaços de trabalho no mandado, por si só, não significa que todas as pessoas ou conselheiros citados sejam investigados ou tenham cometido irregularidades.
A operação apura suspeitas na gestão de contratos e em pagamentos a servidores. O TCE-MT ainda não havia divulgado manifestação pública até a última atualização consultada; as medidas são cautelares e não equivalem a condenação. A imagem mostra a sede do STJ em arquivo, não a expedição do mandado.