A proximidade do São João trouxe novamente ao debate público os valores pagos por prefeituras baianas a atrações musicais. Em várias cidades, cachês elevados passaram a ser questionados por órgãos de controle e pela população.
A festa junina é uma das maiores forças culturais e econômicas do interior. Ela atrai visitantes, movimenta bares, hotéis, ambulantes e serviços. Mas o impacto positivo não elimina a obrigação de transparência nas contratações.
A discussão não é contra a festa. O ponto é saber se o gasto é proporcional, se foi planejado e se respeita prioridades locais. Municípios com dificuldades em saúde, educação e infraestrutura precisam explicar com clareza escolhas de grande impacto financeiro.
Para gestores, o desafio é equilibrar tradição, geração de renda e responsabilidade fiscal. São João forte combina cultura valorizada, prestação de contas e respeito ao dinheiro do contribuinte.