Salvador registrou aumento nos casos prováveis de arboviroses em 2026 e ampliou as ações de prevenção contra o mosquito Aedes aegypti. Entre janeiro e maio, a capital soma 1.356 casos prováveis de dengue, acima dos 1.204 registrados no mesmo período do ano passado.

Também houve crescimento nos registros de chikungunya, com 135 casos prováveis contra 75 no mesmo recorte de 2025. Apesar da alta, o cenário ainda fica abaixo dos anos de maior circulação viral, mas exige atenção da rede municipal e da população.

Os dados parciais são da Vigilância Epidemiológica e consideram informações até a 20ª Semana Epidemiológica. A Secretaria Municipal da Saúde reforçou protocolos em unidades de urgência, ampliou equipes de aplicação de inseticida e passou a monitorar diariamente áreas com maior concentração de hospitalizações.

Entre os pontos de atenção estão o Subúrbio Ferroviário, Cabula/Beiru e Itapuã. A prefeitura também vem realizando bloqueios, mutirões de limpeza, retirada de materiais inservíveis e ações educativas em bairros com casos notificados.

A circulação do sorotipo DENV-2, associado a maior risco de agravamento, acendeu alerta técnico. A orientação é eliminar recipientes com água parada, manter caixas d'água fechadas e buscar atendimento em caso de febre, dor no corpo, manchas vermelhas e mal-estar.

O combate ao mosquito depende de ação pública e cuidado dentro das casas. Pequenos focos em quintais, vasos, baldes, calhas e reservatórios continuam sendo uma das principais portas de entrada para a proliferação do Aedes.