A greve dos rodoviários de Salvador foi encerrada após assembleia da categoria e mediação no Tribunal Regional do Trabalho da Bahia. Com a aprovação de uma proposta reformulada, os ônibus começaram a retornar gradualmente às ruas, reduzindo os impactos sobre passageiros que dependem do transporte público diariamente.

A paralisação afetou a rotina de trabalhadores, estudantes, comércio e serviços em diferentes regiões da capital. Durante o período de interrupção, pontos de ônibus ficaram cheios, deslocamentos foram atrasados e muitos passageiros precisaram buscar alternativas para chegar ao trabalho ou a compromissos essenciais.

A proposta aprovada inclui reajuste salarial, alterações no ticket alimentação e pontos relacionados às condições de trabalho. A negociação também tratou de temas operacionais, como uso de telemetria, jornada e regras para funcionamento do serviço em determinados períodos.

Um dos pontos discutidos foi a forma de aplicação de mecanismos de controle e monitoramento na condução dos veículos. A categoria vinha cobrando garantias para que ferramentas tecnológicas não resultassem em punições automáticas sem análise adequada das condições de operação.

Também entrou na pauta a organização das escalas e do trabalho em fins de semana. A negociação buscou conciliar a necessidade de manter o sistema funcionando com reivindicações sobre remuneração, descanso e previsibilidade para os profissionais.

Após o fim da greve, a retomada da circulação exigiu reorganização das garagens, liberação progressiva dos veículos e acompanhamento da demanda nas principais linhas. A normalização completa do serviço tende a ocorrer em etapas, conforme a frota volta aos roteiros habituais.

O encerramento do movimento reduz a pressão sobre a mobilidade urbana, mas mantém em evidência a necessidade de negociações constantes no sistema de transporte. Para a população, a prioridade é que a operação seja restabelecida com regularidade, segurança e informação clara sobre horários e linhas.