A Justiça determinou o bloqueio de quase R$ 1 milhão em bens de um psicoterapeuta de Salvador investigado por suspeitas de crimes praticados contra pacientes. A medida foi adotada no âmbito de uma apuração que reúne relatos sobre condutas financeiras e sexuais atribuídas ao profissional durante atendimentos terapêuticos.
Entre os pontos investigados estão suspeitas de estelionato, assédio sexual e violação sexual mediante fraude. A apuração busca esclarecer se a relação de confiança estabelecida em sessões teria sido usada para obter vantagens econômicas e para induzir vítimas a situações de vulnerabilidade.
Segundo elementos reunidos na investigação, uma paciente teria sido convencida a custear despesas ligadas ao consultório. O bloqueio de valores foi solicitado como forma de resguardar possível reparação às vítimas e impedir movimentações patrimoniais durante o andamento do caso.
O caso ganhou repercussão em Salvador pela gravidade das suspeitas e pelo contexto em que os fatos teriam ocorrido. As autoridades analisam documentos, depoimentos e outras informações para definir a extensão das responsabilidades.
Até a conclusão do processo, o investigado mantém o direito de defesa. Novas medidas podem ser adotadas conforme o avanço da apuração.