A investigação da Operação Sísifo, que apurou a entrada de materiais ilícitos no Conjunto Penal de Feira de Santana, aponta que celulares modernos estavam entre os itens mais procurados por lideranças criminosas custodiadas na unidade.

De acordo com a denúncia do Ministério Público da Bahia, os aparelhos eram usados para comunicação interna e externa, com preferência por modelos de alto valor e também por celulares pequenos, de fácil ocultação. A apuração cita esconderijos em caixas de medicamentos e participação de servidores no esquema.

A 2ª Vara Criminal de Feira de Santana condenou 12 pessoas por crimes como corrupção passiva, tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Entre os condenados estão policiais penais, servidores, pessoas do núcleo externo e internos ligados à articulação dos pagamentos.

As penas variam conforme a participação atribuída a cada réu. Um policial penal apontado como coordenador do esquema recebeu condenação superior a 27 anos de prisão, além da perda do cargo público.

O caso expõe uma fragilidade grave do sistema prisional: quando aparelhos entram irregularmente em unidades penais, facções conseguem manter comando, fluxo financeiro e influência sobre crimes fora dos muros. A resposta exige controle interno, inteligência e responsabilização individual com base em prova.