A Polícia Federal informou nesta quarta-feira (28) que investiga as circunstâncias da saída do senador Flávio Bolsonaro do Brasil. A apuração ocorre após decisão do Supremo Tribunal Federal que o proibiu de deixar o país e determinou a entrega de seus passaportes no âmbito de uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Flávio e o advogado Willer Tomaz negam irregularidades.
Segundo a Direção Nacional de Migrações da Argentina, Flávio e familiares entraram no país às 22h50 de terça-feira (27), pela fronteira de Foz do Iguaçu com Puerto Iguazú. Cerca de 40 minutos depois, embarcaram em um voo particular com destino a Guayaquil, no Equador. A Agência Brasil informou que o senador chegou a Miami na manhã desta quarta.
A PF disse que os passaportes brasileiros comum e diplomático foram cancelados, que um alerta migratório foi inserido e que o senador não entregou eventuais passaportes de outras nacionalidades dentro do prazo comunicado. A corporação também afirmou não haver registro de saída de Flávio pelos postos de controle migratório do Brasil.
A Polícia Federal ressalvou que a existência de restrições de viagem, por si só, não torna alguém foragido nem autoriza automaticamente prisão ou vigilância permanente. Flávio havia dito publicamente que permaneceria no Brasil para organizar a oposição; a investigação sobre o cumprimento da ordem judicial continua.