A entrega do Parque de Pituaçu requalificado em Salvador reacendeu a discussão sobre o papel das áreas verdes na qualidade de vida da capital baiana. O tema foi destacado pelo Jornal Grande Bahia nesta segunda-feira.
Parques urbanos não são apenas espaços de lazer. Eles ajudam a reduzir ilhas de calor, preservam vegetação, oferecem locais para caminhada e convivência e funcionam como refúgio em cidades cada vez mais pressionadas por adensamento e trânsito.
No caso de Pituaçu, a relevância é ainda maior pela dimensão ambiental e pela memória afetiva de gerações de moradores. O parque faz parte da história de lazer da cidade e precisa ser tratado como patrimônio público.
A requalificação, porém, deve vir acompanhada de manutenção permanente. Equipamentos públicos deterioram rapidamente quando a entrega da obra não é seguida por segurança, limpeza, iluminação, fiscalização e programação constante.
Outro desafio é garantir acesso. Um parque bonito, mas difícil de alcançar por transporte público ou inseguro no entorno, atende menos gente do que poderia.
A retomada de Pituaçu pode funcionar como sinal positivo para uma política mais ampla de áreas verdes, desde que não fique restrita a uma entrega pontual.