A Procuradoria-Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) apresentou ao Ministério Público Federal (MPF), na quarta-feira (28), uma notícia-crime para apurar a circulação de ônibus em Salvador durante o segundo turno das eleições, no domingo (25). A medida se baseia em fiscalização do Procon-BA que identificou 944 veículos parados em garagens de concessionárias.
A representação foi acompanhada de autos de fiscalização, relatório e registros fotográficos. O documento pede a apuração de possíveis responsabilidades do prefeito Bruno Reis, do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e de sócios das empresas concessionárias. A apresentação da notícia-crime não comprova irregularidade nem culpa dos citados.
A Prefeitura havia informado que 100% da frota estava em operação no dia da votação e atribuiu os atrasos registrados pela manhã à retirada de adesivos eleitorais dos ônibus. O município disse que determinou a liberação dos veículos e que o serviço foi normalizado. A fiscalização estadual percorreu nove garagens e encontrou ônibus estacionados.
Em outra frente, vereadores da oposição protocolaram na Câmara de Salvador pedidos para criar uma Comissão Especial de Inquérito (CEI) sobre a crise e para abrir processo de impeachment contra Bruno Reis. Os requerimentos ainda dependem de análise e tramitação na Casa.
A PGE pede que as autoridades esclareçam as circunstâncias da redução da frota e eventual impacto no deslocamento dos eleitores. A investigação caberá aos órgãos competentes.