A Operação Sintonia de Gravata voltou ao centro do noticiário policial baiano nesta segunda-feira (6), após a divulgação de novos detalhes sobre a investigação que apura suposta comunicação clandestina entre facções criminosas e integrantes com acesso ao sistema prisional.
A ação foi deflagrada na última sexta-feira (3) pelo Ministério Público da Bahia, com apoio da Polícia Civil, da Secretaria de Administração Penitenciária e de forças de segurança. Dez advogados foram presos e mandados também foram cumpridos contra detentos.
Segundo o MP-BA, as investigações apontam que lideranças custodiadas em unidade de segurança máxima teriam mantido canais de transmissão de ordens para o lado de fora. A apuração menciona facções com atuação regional e possível uso indevido de prerrogativas profissionais.
Os materiais apreendidos, como notebooks, celulares e documentos, devem passar por análise para verificar a participação individual de cada investigado. A indisponibilidade de ativos financeiros também foi determinada até limite informado na decisão judicial.
Por se tratar de investigação em andamento, é essencial separar acusação, prova e condenação. Os alvos das medidas têm direito à defesa, enquanto cabe às autoridades demonstrar a responsabilidade de cada pessoa perante a Justiça.