A inadimplência bateu recorde em maio, mês de lançamento do Desenrola 2.0, segundo o G1. O dado mostra que a renegociação de dívidas chega em um ambiente de orçamento familiar pressionado.
O problema não se resume ao atraso de boletos. Inadimplência elevada reduz acesso a crédito, aumenta juros para consumidores, afeta comércio e limita a capacidade de famílias reorganizarem renda.
Programas de renegociação podem aliviar parte do problema, mas não resolvem sozinhos a causa do endividamento. Inflação de serviços, juros altos, renda instável e uso de crédito caro continuam pesando.
Para o consumidor, a recomendação é analisar propostas com cautela, evitando trocar uma dívida impagável por outra apenas aparentemente menor.
Para o governo, o desafio é combinar renegociação com educação financeira, fiscalização de práticas abusivas e estímulo a crédito menos caro.
O recorde acende alerta para o segundo semestre: sem melhora consistente na renda e nas condições de crédito, a recuperação do consumo pode ficar limitada.