A Justiça determinou neste domingo (12) a soltura de um ginecologista investigado após denúncia de supostas gravações de pacientes durante consultas em uma clínica no bairro de Vila Laura, em Salvador. O profissional havia sido preso em flagrante na sexta-feira (10).
Na audiência de custódia, a magistrada entendeu que, neste estágio da apuração, não foram apresentados elementos que comprovassem a materialidade do crime investigado. Por isso, a prisão foi relaxada e um alvará de soltura foi expedido.
De acordo com o relato constante da decisão, policiais tiveram acesso autorizado ao celular do médico, incluindo galeria de fotos, aplicativo associado ao equipamento, armazenamento em nuvem, lixeira e arquivos apagados. Nenhum vídeo ou imagem relacionado à denúncia teria sido localizado até então.
A soltura não encerra o caso. O inquérito segue em andamento e novas diligências poderão ser feitas para esclarecer o que ocorreu durante o atendimento denunciado.
A apuração deve preservar as pacientes e garantir o direito de defesa do investigado. Uma conclusão sobre responsabilidade só poderá ser tomada com base nas provas e no devido processo legal.